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CAPAZ #3 - iLof, uma promessa portuguesa na luta contra o Alzheimer

No século XXI, poderá a ciência da medicina resolver grandes desafios tais como o aparecimento de novas doenças, de que a pandemia de COVID-19 é o exemplo mais recente, mas também as adversidades inerentes ao contínuo crescimento da população mundial acompanhado da crescente longevidade humana que acarreta em si a proliferação de enfermidades degenerativas de difícil combate como a doença de Alzheimer e o cancro?

 

Uma das respostas parece residir no aumento da eficácia dos fármacos aplicados nas terapêuticas por meio da sua customização ao paciente recorrendo a biomarcadores e perfis biológicos de grande precisão. Esta resposta tecnológica é o mote do desenvolvimento da iLof, empresa spin-off da Universidade do Porto, posteriormente incubada na Universidade de Oxford, que mereceu investimentos da Microsoft Ventures, da Mayfield e do EIT Health da União Europeia. Nesta interessante conversa com Luís Valente, CEO & Co-founder da empresa, fomos esclarecer diversas questões. A saber:

 

  • Como a iLof utiliza a ciência da fotónica para analisar nanoestruturas no corpo humano e a ciência de dados para criar perfis biológicos;
  • As vantagens obtidas através das parcerias académicas e a importância da heterogeneidade das equipas no networking e na captação de financiamento;
  • O papel da Inteligência Artificial na descentralização dos cuidados médicos e no desenvolvimento de novas terapêuticas personalizadas; 
  • O potencial da tecnologia da iLof no combate à pandemia de COVID-19;
  • O estado atual do mercado Português na área do desenvolvimento científico e a validade da perspectiva de Portugal enquanto "Silicon Valley” do sul da Europa;


O que são biomarcadores?

Segundo o site dos laboratórios Roche, biomarcadores ou marcadores biológicos são entidades que podem ser medidas experimentalmente e indicam a ocorrência de uma determinada função normal ou patológica de um organismo ou uma resposta a um agente farmacológico. Os biomarcadores podem ser usados na prática clínica para o diagnóstico ou para identificar riscos de ocorrência de uma doença. Podem ainda ser utilizados para estratificar doentes e identificar a gravidade ou progressão de uma determinada doença, prever um prognóstico ou monitorizar um determinado tratamento para que seja menos provável que alguns efeitos secundários ocorram e para que seja mais eficaz. Outra fonte muito esclarecedora neste tópico que também sugerimos é o site Cancro On-line.

 

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