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CAPAZ #19 - Os desafios e revelações da genética populacional

Os estudos da Genética Populacional estão na base da percepção e do entendimento contemporâneo da origem da espécie humana. Através deste ramo da Biologia, os cientistas procuram observar e compreender não só a composição genética das populações em locais específicos do planeta mas também em determinados momentos da evolução dessas mesmas populações. De que forma a composição genética de uma população pode ser afetada por fatores ambientais e/ou fatores culturais? Para nos elucidar sobre estas questões e muitas outras, convidámos a investigadora e líder de grupo no instituto i3S, Luísa Pereira (Phd), formada pela Faculdade de Ciência da Universidade do Porto, onde realizou o seu doutoramento e mestrado. Co-autora do livro “O Património Genético Português: a história humana preservada nos genes”, conduz atualmente uma investigação em diversidade genética mitocondrial e nuclear em populações da Europa, África, Península Arábica e Ásia. Entre outros tópicos de interesse, a nossa conversa com a Luísa levou-nos a temas tão diversos como:

 

  • Quais os principais objetivos da equipa de pesquisa liderada por Luísa Pereira;
  • Os desafios de trabalhar na área de investigação científica em Portugal;
  • Como a geografia, a cultura e a religião podem influenciar o ADN humano;
  • Os limites éticos e a regulamentação existente na área da manipulação genética;
  • Perspectivas para o futuro dentro desta área da ciência;

 

Genética Populacional, o que é?

Segundo o site querobolsa.com.br, a genética populacional, também chamada de genética de populações, é um campo teórico dentro da Biologia que busca, através de cálculos matemáticos, estudar a distribuição e a composição genética em uma ou mais populações e as consequências de possíveis mudanças nessa composição. A genética populacional está diretamente relacionada com os fenômenos de especiação, bem como as teorias evolutivas e adaptativas. O estudo teórico da distribuição genética, em uma dada população, busca explicar e quantificar os processos adaptativos, com base na frequência de alelos que sofre influência das quatro principais forças evolutivas: Deriva Genética, Fluxo Gênico, Mutação e Seleção Natural. Além das forças evolutivas, outros fatores que podem influenciar a diversidade genética dentro de um conjunto de genes é com relação ao tamanho da população, diversidade ambiental e padrões não aleatórios de acasalamento. 

 

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